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5/04/2010

CURRA-TEMPEROS SOBRE MEDÉIA NA sede da Cia do Feijão em São PAulo

Povo amigo....
nos dias 08, 15, 22 e 29 de maio às 21h na sede da Cia do Feijão (grandes amigos de luta) apresentaremos nosso espetáculo celebração CURRA-TEMPEROS SOBRE MEDÉIA. Compeltamos este ano 15 anos de atividade e convidamos à todos a celebrarmos juntos. No espetáculo, dança, comida, música, batuque, ancestralidade e sorriso. Apareçam!!! Nosso ingresso custa R$ 15,00 (meia entrada pra quem quiser), lista camarada pra quem preferir e de graça pra quem não tem como pagar... é só chegar na bilheteria e dizer que é convidado. Pronto! entrou!...

precisamos de ajuda de todos pois São Paulo é mais difícil e grupos como o nosso não tem exatamente estrutura de divulgação. Oque estamos fazendo é pedir ajuda pros amigos.... celebremos!!!

site do grupo http://www.contadoresdementira.com.br/

site da tv http://www.tvcontadoresdementira.com.br/

link do espetáculo: http://www.youtube.com/watch?v=aRbDGQbgfiA




SINOPSE
O espetáculo Curra – Temperos Sobre Medéia é uma confraternização ritualística fruto de pesquisas na cultura oriental e africanas cuja fonte é o corpo e suas energias. “É um espetáculo pra se sentir. Um banquete antropofágico repleto de cantos, danças boa comida”.

O mito de Medéia é o eixo central que é recortado em estruturas de dança, canto, rituais, comida e emoções sensoriais. No espetáculo é servido um banquete e o público é convidado a experimentações gustativas através do paladar e do olfato. Além disso, experiências de corpo em transe e o conceito de jogo sobrepondo a cena são a base deste espetáculo. O espetáculo é a predominância do jogo essencial, onde os atores não possuem cenas definidas, mas jogos e regras estabelecidas em um itinerário de energias. Por fim, o espetáculo restabelece o mito clássico transformando a tragédia em um ritual de celebração.


Contadores de Mentira é um grupo forte enraizado em Suzano. Tem um público cativo, e por ser pioneiro nas questões criativas e nos movimentos organizados da região do alto Tietê, não abre mão de continuar suas pesquisas e atividades em sua “residência”. Mas há sim um forte diálogo criativo acontecendo de forma sistemática fortalecendo a casa das relações e da experimentação com outros parceiros. Uma das necessidades deste projeto é expor as pesquisas que os Contadores desenvolvem ao longo de treze anos, uma necessidade de dizer para outras esferas que Suzano possui um teatro fortalecido, resistente e preocupado com questões ritualísticas e de identidade de uma região.

CURRA – TEMPEROS SOBRE MEDÈIA é um espetáculo festa e é isso que propomos: Celebração. Encontro entre as pessoas. Ritual. Música. Comida. Dança. Teatro. Circular este espetáculo é criar ferramentas e ambiente necessário para que isso possa acontecer. “É um espetáculo pra se sentir. Um banquete antropofágico repleto de cantos, danças e boa comida”. O mito da Medéia está lá, mas não é a tragédia grega muito menos uma tragédia é apenas uma confraternização de sentidos que acontece nos ritos e manifestações populares.

CURRA – TEMPEROS SOBRE MEDÉIA é um espetáculo transe e transitório. Isso porque é fruto de inquietação estimulado pelas crises sobre o papel da própria arte e o que está em cena é resultado sim das pesquisas e treinamentos quase obsessivos, mas também das nossas relações com nossa cidade e com o mundo. Entender nossas identidades e transformar isso em festa e teatro é devolver a quem nos deu algo e quem nos vê uma transformação ou no mínimo uma experiência de compartilhação.

Acreditamos que o projeto artístico não se limita ao espetáculo, mas propõe diálogos com a comunidade, com outras linguagens e outros parceiros. Ampliar isso é o efeito natural do processo. Assim, é uma necessidade neste momento circular, enfrentar outros territórios e dialogar a partir desses territórios a nossa transformação. Relacionar, estimular, provocar e ser provocado é a experiência da criação que estamos buscando neste projeto. Todas essas inquietações não possuem respostas porque é fato que estamos em busca de perguntas e elas certamente terão respostas múltiplas.

O espetáculo é isso:“festejar as dores para que elas virem açúcar”.



Contadores de Mentira 15 anos

Este texto talvez se iniciasse de muitas formas, muitas tentativas de descrever o que significa completar 15 anos de atividade. Mas este cálculo é subjetivo. O importante é contextualizar o momento, o lugar e o conceito pra se entender por onde o grupo Contadores de Mentira trava suas lutas, suas parcerias, sua inquietações e seu esforço operário. Este projeto é uma celebração desses quinze anos de atividade ininterruptas, evolutivas e provocativas. É um grupo de identidade e compromisso histórico na cidade de Suzano, pois agrega valores que vão além das relações de uma carreira teatral, pois é atuante nas culturas populares, nas relações que uma comunidade pode ter com o trabalho artístico. É atuante em discussões, organizações, em questões políticas e em assuntos que permeiam as identidades históricas culturais. Este grupo não completaria 15 anos não fosse sua identidade com a cidade em que atua e, também, nas relações criadas ao longo desse tempo. Os Contadores de Mentira tem o orgulho de dizer que participaram de quase todos os movimentos culturais da cidade de Suzano e Região do Alto Tietê. Participa ativamente de coletivos, organiza debates, propõe soluções e abre caminhos para a formação da cidade. Os Contadores de Mentira atuam sim no teatro, mas abrem caminho para outras comunicações e nas relações com o lugar onde produzem: atua em cultura popular, realiza cortejos de brincantes, lançou uma TV Comunitária de WEB denominada TV CONTADORES DE MENTIRA, premiada no Prêmio Pontos de Mídia Livre do Programa Mais Cultura /Cultura Viva do Ministério da Cultura com a comunidade.

Assim, esse projeto quer dizer algumas coisas, e entre as provocações possíveis está um espetáculo que precisa circular. Que quer abrir relações com outras cidades. Que quer criar as idéias de ponte e antes ainda da ponte, a idéia de TRAVESSIA entre fazedores. A proposta aqui é o de circular um espetáculos que denominamos FESTA, porque é pelo festejo que pretendemos confraternizar a filosofia, a comida, as idéias, as brigas, o corpo, a criação, as imanências.

E como estamos falando de números também, optamos pelo ato simbólico: realizar 15 apresentações em 15 cidades diferentes. Importante ressaltar que somos um grupo que opta pelas raízes e identidade na cidade de Suzano. Há aqui um movimento excepcional de qualidade, e queremos propor esta transição. Somos organizados e articulados no sentido do crescimento cultural e a fase agora é identificar e sistematizar historicamente nossos símbolos e nossas conquistas. Assim, tentando simplificar o discurso a idéia deste projeto é identificar a cidade de Suzano no mapa criativo das artes cênicas.

Suzano precisa ser visto, precisa ser ouvido e possui questões, indagações, provocações e construção artística para isso. O que queremos é abrir o caminho e e essa a construção a partir desse projeto.


FICHA TÉCNICA


Direção e dramaturgia: Cleiton Pereira / Elenco: Ailton Barros, Cleiton Pereira, Daniele Santana, Drico de Oliveira, Camila Rafael / Atores Pajens Cozinheiros: Ailton Ferreira e Soraia Amorim / Figurinos: Ailton Barros / Concepção de Arte: Contadores de Mentira / Direção e Composição Musical: Meyson e Juá de Casa Forte / musicista convidada: Raíssa Amorim / Designer Gráfico: Daniele Santana / Iluminação: Taciano L. Holanda



CONTADORES DE MENTIRA - 15 ANOS